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Notícias: Captação de leite diminui 2,2% em 2011
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Fonte: Agrolink

A captação de leite nos sete principais estados produtores do País diminuiu em 2011. Conforme pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em 2011, o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite/Cepea), calculado com base em amostragem (não censo) do volume recebido por cooperativas/laticínios de sete estados (RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA) foi 2,2% menor que o de 2010.

Os únicos estados que registraram aumento do Índice de captação de leite em 2011, segundo o Cepea, foram Paraná e Bahia, em 3,3% e 1,1%, respectivamente. A maior redução frente a 2010, de 14%, ocorreu novamente em Goiás em 2010, o Índice de Captação deste estado havia recuado 9% sobre o de 2009. Segundo agentes de mercado consultados pelo Cepea, em algumas regiões de Goiás, a produção leiteira tem forte competição principalmente com a cana-de-açúcar, o que fez com que muitos produtores saíssem da atividade pecuária.

Em São Paulo, houve redução de 4,3% e, em Minas Gerais, de 2,8%. Algumas regiões do estado paulista já apresenta, há alguns anos, decréscimos na produção de leite, dada a competição por área com outras atividades. Além disso, de forma geral, o recuo na captação de leite indica um certo desestímulo por parte de produtores vale ressaltar que, principalmente no primeiro semestre de 2011, os custos de produção estiveram em patamares elevados. No Rio Grande do Sul, a produção de leite foi prejudicada por fatores climáticos durante a safra de inverno e no final do ano passado; desta forma, houve redução de cerca de 3% na comparação com a captação média diária de 2010.

Fonte: Divulgação
De novembro para dezembro, especificamente, o Índice de Captação de Leite do Cepea recuou 0,4%. Apesar de o período ser oficialmente de safra, a queda na captação registrada no Sul do País por causa da estiagem impediu o avanço do ICAP-Leite. Houve diminuição de 2,6% no volume captado no Sul, sendo que a redução mais expressiva, de 3,7%, foi verificada no Rio Grande do Sul. Em algumas regiões, segundo agentes consultados pelo Cepea, a reserva de silagem amenizou a queda da produção leiteira. Entretanto, há preocupações com o estoque de alimentos para os próximos meses, principalmente em função das perdas nas lavouras de milho, devido à falta de chuvas. Já em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, houve aumentos entre 0,7% e 0,9% de novembro para dezembro. Na Bahia, o avanço foi de 6% no mesmo período.

No balanço de 2011, o preço médio do leite ao produtor (em termos reais) teve aumento de cerca de 10% sobre a média de 2010. No mesmo comparativo, as importações (em volume) aumentaram 72% e as exportações brasileiras recuaram 34% - ambas em equivalente leite.

AO PRODUTOR 

Em janeiro deste ano, foi mantida a sucessão de recuos mensais que se vê desde outubro/11. O preço médio pago pelo leite aos produtores (referente à produção entregue em dezembro de 2011) recuou 1,7% (ou 1,4 centavo por litro) em relação ao mês anterior, com a média nacional a R$ 0,8316/litro, segundo pesquisas do Cepea. A média é ponderada pela produção dos estados do RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA. A desvalorização ocorreu devido ao período de safra no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Na comparação com janeiro de 2011, o aumento é de 7,9%, em termos reais (descontando-se a inflação do período pelo IPCA de dezembro/11).

No estado de São Paulo, houve redução de 2,6% (ou 2,4 centavos por litro) no preço médio pago pelo leite, com a média a R$ 0,8733/litro (valor bruto). Em Minas Gerais, a queda foi de 2,1% (1,8 centavo por litro) frente a dezembro, com litro a R$ 0,8220. A Bahia teve a terceira maior desvalorização de janeiro, de 2,1% (1,6 centavo por litro), com o produto passando para R$ 0,7408/litro. Em Goiás, a queda foi de 2% (1,7 centavo por litro), com média de R$ 0,8396/litro.

Em Santa Catarina também houve redução de 2% (1,7 centavo pro litro), a R$ 0,8269/litro. No Paraná, os valores recuaram apenas 0,5% (ou 0,5 centavo por litro), com média de R$ 0,8385/litro em dezembro. O Rio Grande do Sul, por outro lado, registrou leve aumento de 0,6% (0,5 centavo por litro), a R$ 0,8083/litro, em média. Vale ressaltar que, no estado gaúcho, houve valorização nas mesorregiões noroeste e centro-oriental, e recuo de preços no nordeste, região metropolitana de Porto Alegre e sudoeste.

Para o pagamento de fevereiro (referente à produção entregue em janeiro), 62% dos compradores ouvidos pelo Cepea (que representam 72% do volume amostrado) esperam estabilidade de preços. Para 28% dos laticínios/cooperativas (que respondem por 19% do volume da amostra), deve haver queda e, para 10% dos entrevistados (responsáveis por 9% do volume de leite), deve haver nova alta. Entre os motivos para a expectativa de estabilidade de preços para a maior parte dos agentes está a oferta restrita de leite devido às perdas de produção no Sul do País. Além disso, o retorno às aulas tende a reaquecer o mercado de derivados lácteos.
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