Autor:
Clóves Cabreira Jobim
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Fonte: Divulgação
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Por definição, inovação tecnológica é toda a novidade implantada pela empresa, por meio de pesquisas ou investimentos, que aumenta a eficiência do processo produtivo ou que implica em um novo ou aprimorado produto. A inovação tecnológica na zootecnia pode ser considerada como a transformação de uma idéia em um produto ou processo novo para utilização na produção, na indústria, no comércio ou na ciência.
O consultor de empresas Waldez Ludwig, afirma que nós temos uma economia baseada em conhecimento. Se a economia é baseada em conhecimento, o que importa mesmo para as empresas é INOVAÇÃO. O único fator de competitividade que sobra para uma empresa é a inovação. Ele afirma: “Inovação só vem de gente, não vem de máquinas. Então o ser humano passou a ser a chave da empresa.” Considerando a importância dessas afirmativas, o profissional que atua na zootecnia tem que ter consciência da importância do seu papel para o crescimento do agronegócio brasileiro.
Em artigo abordando “A inovação tecnológica e o avanço científico” o Prof. André Faria de Lima da USP diz que: A tecnologia é o vínculo necessário entre a ciência e os meios de produção, explicitando o seu compromisso com a otimização da produção e com a qualidade dos bens obtidos. Desta forma, se evidencia o papel do conhecimento científico como ferramenta social na melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro. Esse deve ser um dos principais objetivos do profissional da zootecnia hoje. Aplicar o conhecimento científico na busca de produção de produtos em quantidade e qualidade. Ou seja, o zootecnista deve ser um profissional comprometido com a segurança alimentar, que por definição é um conceito amplo que procura garantir o direito de acesso diário à alimentação, em quantidade, qualidade e regularidade suficientes a todo cidadão.
Gostaria de destacar, em contexto, a importância das inovações científicas e tecnológicas produzidas na zootecnia para o agronegócio brasileiro. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio teve queda de 0,53% no primeiro trimestre de 2009. A partir de outubro do ano passado, quando foram sentidos os efeitos da crise mundial, o setor acumula perda de 2,26%. Esses números constam de levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo a CNA, para que seja alcançado o mesmo valor do ano passado, quando o PIB totalizou R$ 764,6 bilhões, o agronegócio deveria crescer a uma taxa mensal de 0,8%. Apesar disso, os nossos governantes têm consciência de que a performance ascendente do setor agropecuário brasileiro ao longo das últimas décadas contribuiu para atenuar os efeitos da crise financeira internacional.
Recentemente foi publicado um documento pelo MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO que apresenta as Projeções do Agronegócio no Brasil para o período de 2008/09 a 2018/19. Ao projetar o futuro do agronegócio brasileiro para os próximos anos, este trabalho tem como objetivo indicar possíveis direções do desenvolvimento e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às principais tendências dos principais produtos do agronegócio.
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Fonte: Divulgação
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Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser a soja, milho, carnes e leite. Esses produtos indicam elevado potencial de crescimento para os próximos anos. A produção de carnes (bovina, suína e aves), deverá aumentar em 12,6 milhões de toneladas. Isso representa um acréscimo de 51,0% em relação à produção de carnes de 2008. Estima-se um aumento na produção de carnes de Frango de 11,1 para 17,4 milhões de toneladas; de carne Bovina de 10,4 para 15,5 milhões de toneladas e de carne Suína de 3,1 para 4,3 milhões de toneladas. A produção de Leite deverá passar de 27,4 milhões para 36,9 milhões de litros. Esse cenário favorável ao agronegócio brasileiro tem sem dúvida importante contribuição dos profissionais da zootecnia.
O estudo revela que haverá expressiva mudança de posição do Brasil no mercado mundial. A relação entre exportações brasileiras e o comércio mundial, estima que em 2018/19, as exportações de carne bovina brasileira representarão 60,6% do comércio mundial; a carne suína representará 21,0% do comércio, e a carne de frango deverá representar 89,7% do comércio mundial. Esses resultados indicam que o Brasil continuará a manter sua posição de primeiro exportador mundial de carne bovina e de carne de frango. Os resultados revelam maior acréscimo da produção agropecuária que os acréscimos de área. Isso só é possível com inovação no setor produtivo do agronegócio. E todos aqueles atuam na zootecnia têm papel de extrema relevância nesse cenário. Já para os futuros profissionais da zootecnia o documento do MAPA revela cenário de empregabilidade que merece atenção.