Gado leiteiro - Preço do leite sobe em Goiás e vai a R$ 2,15
Notícias: Preço do leite sobe em Goiás e vai a R$ 2,15
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Fonte: Diário da Manhã Online

Fonte: Divulgação
O preço do leite deve continuar em alta até o final da entressafra que começa este mês, de acordo com o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite). Contabilizando aumento de 3,87% de janeiro para fevereiro, segundo o Índice de Preço ao Consumidor (IPC – Goiânia). Mas o maior aumento ocorreu no início deste mês. O litro do leite pasteurizado mais barato passou de R$ 1,30 há pouco mais de duas semanas e, hoje, não custa menos de R$ 1,95, podendo ser encontrado por até R$ 2,15 nos supermercados da Capital. A culpa, segundo o sindicato, é do excesso de chuvas que antecipou o ciclo da pastagem, acarretando queda na produção.

De acordo com o diretor executivo do Sindileite, Alfredo Luiz Correia, a safra que começaria em novembro foi antecipada para o mês de outubro, no ano passado. Isso antecipou também o ciclo das pastagens e, consequentemente, da produção de leite. Ele conta que começou a haver falta do produto nas indústrias, que tiveram de comprar leite mais caro de outras matrizes. “A indústria tem compromissos. Se o produtor tem queda na produção, temos que buscar o produto em outras fontes mais caras e, consequentemente, há repasse de preços ao consumidor final”, explica.

Goiás é o quarto Estado em volume de produção de leite, perde apenas para Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Ano passado, a bacia leiteira goiana produziu 2,9 bilhões de litros sendo que 80% desse volume é exportado para outros Estados, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Presidente da Cooperativa de Produtores de Leite de Goiás, João Bosco Umbelino dos Santos confirma que os resultados do ano passado não foram bons. “O produtor não teve como fazer face aos custos da produção e se desfez de parte de suas matrizes, inibiu a produção de alimentos, principalmente silagem e reduziu a adubação das pastagens”, afirma. A consequência disso é queda na oferta e elevação na demanda com a recuperação da crise financeira, pressionando o aumento nos preços para o consumidor final. A alta no preço do leite já traz reflexos na mesa do consumidor. A recepcionista Marina Piris de Sousa, 28, olhou, mas não comprou o produto ontem.

“Há poucos dias estava a R$ 1,30. Agora, não achei por menos de R$ 1,95 em lugar nenhum”, conta ela, que preferiu aguardar uma possível baixa no preço do produto. O leite ficará um tempo fora da mesa da recepcionista que vai optar por outros produtos como sucos e refrigerantes. Alguns derivados como queijo, requeijão e creme de leite também tiveram aumento significativo, segundo ela. “Não dá para deixar de comprar tudo. A opção é reduzir o consumo”, conta a estudante. Assim como ela, a aposentada Darci Lemes de Lima, 66, tem colocado menos leite à mesa nos últimos dias. “Se não tomar cuidado, pesa no orçamento no final do mês”, diz. Dos dois litros consumidos em casa diariamente, ela passou a utilizar apenas um, depois do aumento no preço. Produtor reclama de queda - Mas a fonte desse aumento não é o produtor, que na base da cadeia observa constantes quedas nos preços do produto. Até o mês de julho de 2009, a indústria pagava R$ 0,76 pelo litro do leite. Depois disso, as quedas no preço foram se acumulando até chegar a uma redução de 25%. “Em dezembro, o preço pago pelo litro já estava em R$ 55 centavos”, conta o gerente de Estudos Técnicos e Econômicos da Faeg, Edson Alves Novaes. Nos últimos três meses, o produtor observou uma tímida recuperação, mas que não ultrapassa os 7%. A notícia não é animadora, considerando que este mês começa o período de entressafra – vai até o mês de setembro – e quase não há estoques do produto. Segundo Novaes, em 22 cooperativas, que respondem por 35% da produção do Estado, com 1,4 milhão de litros produzidos por dia, já houve queda de produção de 4,7% de janeiro para fevereiro.

Com elevação na demanda e alta no preço pago pela tonelada do leite em pó, passando de entre US$ 1,8 mil e US$ 2,5 mil a tonelada, no ano passado, para US$ 3,2 mil e US$ 3,3 mil nos últimos meses, não deve haver queda nos preços para o consumidor final. “Não acreditamos que os preços sejam repassados ao consumidor porque o produtor tem evitado fazer repasses a outros atores da cadeia.”
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