Gado leiteiro - Produtores rurais apostam no semiconfinamento de gado
Notícias: Produtores rurais apostam no semiconfinamento de gado
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Fonte: G1 MT

Fonte: Secom/MT
O aumento de 22% no custo de produção do confinamento de gado fez com que os produtores de Mato Grosso pensassem em outra forma para criar e engordar os bovinos. O valor gasto com insumos e manejos passou de R$ 4,32 para R$ 5,28 por cabeça entre os meses de agosto de 2011 e 2012, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Por isso, os pecuaristas do estado estão optando pelo sistema de semiconfinamento, que consiste na suplementação dos animais no pasto, o que implica em menos custos para o produtor.

O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, explica que a opção é a única maneira para os produtores manterem o plantel em uma época em que os custos de produção impactam diretamente na renda da porteira para dentro. “O semiconfinamento não demanda grandes investimentos. O gado recebe os suplementos alimentares com a soja e o milho no próprio pasto”. Ele lembra que a estiagem de 2011 provocou um aumento nas intenções de confinamento no estado. E as chuvas deste ano, apesar de bem distribuídas, segundo ele, não serão suficientes para recuperar a pastagem. “Sendo assim, o sistema de confinamento não deverá ganhar novos adeptos”.

Intenção de confinar boi em MT cai 20% com aumento dos custos Um levantamento recente do Imea mostra que 740 mil animais devem ser criados pelo sistema de confinamento em 2012. O volume, no entanto, representa uma queda de 9% em relação ao ano passado, que foi de 813 mil animais. A expectativa de queda é maior se comparada à última intenção apresentada em abril, quando apontou que 929,9 mil gados seriam criados no sistema.

O estudo mostrou que o preço pago pela soja e pelo milho foram os responsáveis por incrementar o custo de produção do confinamento. Entre janeiro a agosto de 2012, a saca da soja passou de R$ 43 para R$ 78 – um crescimento de 81%. Já o preço do milho teve aumento de 33%, de R$ 18 para R$ 24 a saca no mesmo período.

O presidente da Acrimat, José Bernardes, acrescenta que a queda no confinamento será observada, principalmente, nas regiões que estão longe dos polos produtores de grãos. Os dados do Imea confirmam: o nordeste e o noroeste do estado terão redução de, respectivamente, 38,8% e 26,3%.
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